Renato Pompeu, hoje colunista da "Caros Amigos", também enviou e-mail para o aluno-repórter Daniel Garrido:
Caro Daniel, não tenho histórias para contar sobre a Good Year, a não ser que era uma excelente revista com grandes colaboradores e grandes matérias. Nunca fui à redação e não sei nada de seus bastidores.
Até mais,
Renato Pompeu
Escrito por athenagreece às 23h22
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O jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor da Presidência da República no governo Lula e um dos melhores repórteres do Brasil, enviou o gentil e-mail (abaixo) para o aluno-repórter Paulo Cezar Júnior.
caro paulo cezar, faz tanto tempo isso, e já rodei por tantos lugares que nem me lembro direito... só me lembro que era uma bela revista de reportagens no melhor estilo da antiga "Realidade", editada por um cara que é dono de um texto brilhante, o Geraldo Mayrink. Ah, me lembro também que nos pagavam direitinho. Fiz umas poucas reportagens pra eles, mas não me lembro nem dos assuntos. É o que posso te dizer. Este ano não dá pra marcar mais nenhuma entrevista porque preciso e vou sair de férias. boa sorte no trabalho. abraços, Ricardo Kotscho
Escrito por athenagreece às 23h18
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Entrevista: Izolda Cremonine

Saudades sem saudosismo
“A Revista Goodyear foi um importante e fundamental divisor de águas, que mostrou ser possível juntar talento e verba com bons resultados”
Por Monica Barros
Entre 1986 a 1989, a jornalista e publicitária Izolda Cremonine, diretora da C&M Comunicações e professora da ESPM, FAAP e FGV, foi a responsável pela organização e desenvolvimento da estrutura administrativa da Revista Goodyear e do Clã, jornal interno. Foi criado um esquema próprio na C&M, com as áreas de atendimento, controle operacional e estrutura contábil, específico e exclusivo, tal o volume de ações que foi atingido. Não era apenas uma estrutura operacional, pois Izolda também participava das reuniões de pauta, de júris de concursos internos e da organização de eventos sociais diretamente ligados à atividade. Sua participação incluía também a sugestão de nomes para entrevistas ou matérias, ilustrações ou fotos, além de produção de pautas para o Clã, que acabou proporcionando a conquista do Prêmio ABERJE de1987. “Prêmio é sempre uma vitória. E o reconhecimento de um trabalho de qualidade, então, é melhor ainda. Principalmente porque demonstrou a importância de um trabalho afinado, com criatividade brotando a cada reunião, com a busca dos melhores resultados, com uma equipe do mais alto gabarito, com conversas inteligentes e propostas desafiadoras. Este clima é a melhor lembrança deixada pela Revista Goodyear”, conta Izolda.
Nesta mesma época, existia também outra revista, “Sua Boa Estrela”, da companhia Mercedes Benz, ambas com projetos editoriais diferentes, embora parecidos. A publicação da Mercedes Benz tinha sua pauta muito voltada aos negócios da empresa, enquanto que, nesta fase, a Revista Goodyear não se propunha a “vender pneus” através da publicação. Ambas as revistas obedeciam a orientações diferentes, justas e dignas, com excelentes resultados.
Izolda Cremonine afirma que hoje existem boas iniciativas, mas nada se compara ao processo da Revista Goodyear. Ela acredita que a realidade e as necessidades de hoje são outras, em função de características inerentes ao atual período econômico e, consequentemente, corporativo: “A Revista Goodyear foi pioneira em sua linha editorial nesta época, com um jornalismo sem nenhuma dependência da área do marketing. Foi realmente uma publicação de conteúdo amplo e pauta variada, abrangendo tendências políticas, sociais e econômicas que foram além do universo corporativo. Ao lado do conteúdo, o aspecto visual era igualmente impecável: ilustrações e fotos da maior qualidade, com diagramação arrojada e moderna tornando a leitura mais atraente. Creio ser difícil, hoje, que o modelo possa ser incorporado de forma idêntica, pois representou um enorme investimento econômico, a partir de uma visão altamente profissional da atividade de Relações Públicas – um dueto não tão fácil de ser novamente encontrado.”
A mestre em Comunicação e Mercado acredita, sem sombra de dúvida, que a revista promoveu a imagem institucional da companhia Goodyear, mas também crê que a ausência de um planejamento estratégico da comunicação institucional e, consequentemente, a não inserção dela própria nesse patamar, dificultou uma análise de resultados mais contundente, que iriam além do sucesso editorial.
“Creio que a Revista teve tanto sucesso principalmente pela confiança de Cyril Walter, gerente do departamento de relações públicas da companhia, no empreendimento, e pela garra, crença e pujança de Celia Cambraia, que mudaram o projeto editorial da antiga Revista Goodyear, uma revista até então feita de acordo com os padrões tradicionais de uma publicação empresarial. Ambos tiveram a sensibilidade de agrupar grandes talentos – principalmente Geraldo Mairink e Assaoka – que desenvolveram pautas fabulosas, arrojadas, ousadas. As vantagens institucionais obtidas? Reputação e imagem favoráveis; fortalecimento da marca empresarial e, por conseqüência, de seus produtos; divulgação dos valores da cultura empresarial.”, explica.
A diretora da C&M Comunicações relata que é impossível eleger uma matéria como a mais significativa. Por ser uma revista trimestral, as pautas eram sempre feitas com muita acuidade, resultando quase em sua totalidade em assuntos instigantes e motivadores.
Com relação à qualidade gráfica e de conteúdo apresentada pela antiga revista, Isolda opina: “Deixa saudades, mas sem saudosismo. Hoje a realidade é outra, nem melhor nem pior, simplesmente outra. E por isso, exige outras buscas. Mas a Revista Goodyear foi um importante e fundamental divisor de águas, que mostrou ser possível juntar talento e verba com bons resultados. Ouvia-se muito na época o seguinte comentário: ‘Também, com tanta grana, quem não faz uma ótima revista?’ - Estúpido, não é mesmo? Significa desprezar talento, sensibilidade e competência e achar que verba, por si só, resolve todos os problemas. Sinto-me completamente feliz e honrada por ter podido participar dessa fase tão deslumbrante da comunicação empresarial.”
Escrito por athenagreece às 15h28
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Colaboradores
Alguns nomes consagrados que colaboraram com a Revista Goodyear:
Affonso Romano de Santanna, Antônio Saggese, Artur Xexeo, Bob Wolfenson, Jaguar, Chico Caruso, Cláudio Bojunga, Cláudio Edinger, Fernando Gabeira, Humberto Weneck, Ivan Angelo, José Castello, José Márcio Penido, Leo Gilson Ribeiro, Luiz Ge, Marcos Sá Corrêa, Maria Adelaide Amaral, Marília Pacheco Fiorillo, Matthews Shirts, Miguel Rio Branco, Nirlando Beirão, Otto Lara Resende, Paulo Leite, Raimundo Pereira, Regina Echeverria, Renato Pompeu, Ricardo Kotscho, Ruy Castro, Sérgio Augusto, Sônia Carvalho, Tião Gomes Pinto, Walter Firmo e Zuenir Ventura.
Escrito por athenagreece às 13h47
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ENTREVISTA: Geraldo Mayrink

Geraldo Mayrink conta tudo
Por Andressa Martins, Juliana Calmon e Leonardo Valente
Considerado um dos mais importantes jornalistas brasileiros e dono de um texto impecável, Geraldo Mayrink foi editor-chefe da Revista Goodyear. Em sua trajetória profissional passou por veículos como Veja, Jornal do Brasil, IstoÉ e Playboy, mas confessa que trabalhar na Goodyear foi um dos melhores momentos de sua vida. Também escritor, já publicou 14 livros, entre eles “JK” (biografia), “Memorando” (teatro, em parceria com Fernando Moreira Salles) e “Obrigado pela lembrança” (textos sobre cultura brasileira). Em entrevista concedida aos alunos da disciplina de Secretaria Gráfica da Facha Méier, Geraldo relembrou o passado, contou curiosidades e disse como foi trabalhar com profissionais do primeiro time do Jornalismo Brasileiro.
Ao retomamos um pouco da história do Jornalismo Impresso, observamos a importância da revista empresarial Goodyear, um marco dos anos 80. Sabendo de sua participação na elaboração do veículo, ao que o senhor atribui o enorme sucesso alcançado?
- A redação era um pequeno ateliê emprestado. Só havia uma máquina de escrever, telefonávamos de um orelhão, havia três cadeiras e a gente se sentava até em cima de um botijão de gás. Mas mesmo assim alcançamos um ótimo resultado. Acredito que esse sucesso da Revista Goodyear pode ser atribuído à falta, na época, de uma publicação voltada à reportagem. Desde o fim da "Realidade" não havia nada assim no país.
Apesar das dificuldades, você gostava de trabalhar para a revista?
- Claro. Mas, com o tempo, a Goodyear alugou uma casa maior no Pacaembu, as máquinas de escrever já eram elétricas e havia uma fartura de telefones. Havia um pátio atrás da casa e dávamos muitas festas lá. A gente se divertia. No começo só dávamos uma passadinha por lá, mas depois já estávamos trabalhando o dia inteiro, às vezes até nos fins de semana.
Qual era o seu vínculo com a Goodyear?
- Minha relação com a Revista Goodyear começou por puro acaso. Nada entendo de pneus e nem tenho carro. Na época, eu vivia de free-lancers (vivo até hoje), depois de ter passado por quase tudo que é redação como contratado: Veja, IstoÉ, Afinal, Playboy, Jornal do Brasil etc e tal. Lá cheguei chamado por um ex-colega de Veja, Ademar Assaoka, e percebi que ali havia muita coisa a fazer.
Todos os colaboradores também eram free-lancers?
- Assim como eu, todos os colaboradores e mesmo os que faziam parte da pequena equipe fixa (Ademar Assaoka – arte; Edu Simões – fotografia; Helena Ujikava - arte-final; Jussara Amoroso Dias - revisão) eram free-lancer. Só a editora-chefe, Célia Cambraia, era funcionária contratada da Goodyear.
O senhor sabe dizer como surgiu a idéia de fazer a Revista?
- A idéia foi do departamento de relações públicas da Goodyear.
Qual era o público alvo da Revista?
- O público-alvo era formado por revendedores da Goodyear, escolas públicas e particulares, faculdades, Câmara e Senado federais, imprensa, embaixadas e consulados, além de bibliotecas.
Quais os temas abordados, as principais editorias?
- A pauta era inteiramente livre e a direção da Goodyear, que lia a revista impressa, não fazia nenhum tipo de pedido editorial. Os temas abordados eram dos mais variados. Entre os principais estavam ecologia-turismo (lugares bonitos, para aproveitar o papel e impressão de primeira qualidade), política, perfis, mundo automobilístico e tecnologia.
Como as pautas eram concebidas?
- As pautas eram criadas por nós mesmos, da redação, ou mandadas por colaboradores. Estes colaboradores eram recrutados entre pessoas que conhecíamos e a lista era muito ampla. Um fato importante de ser mencionado é que a revista não publicava artigos traduzidos e, por isso, enviou muito jornalista para fazer reportagens no México, Paris, Angola, Inglaterra, Alemanha, Mali e Índia, entre outras localidades.
Qual era o critério utilizado para a seleção das matérias abordadas na Revista?
- A empresa não nos impunha nada e como a revista não era vendida em banca podíamos experimentar à vontade, fazendo cada número totalmente diferente do anterior. Posso dizer que nunca, nem antes ou depois, tive a sorte profissional e pessoal de trabalhar num lugar assim.
O senhor acredita que nos dias de hoje há espaço no mercado para outras publicações semelhantes?
- Ao contrário dos anos 80, hoje há espaço para revistas de reportagens. Cito as mais recentes, "Brasileiros" (www.revistabrasileiros.com.br) e "piauí" (www.revistapiaui.com.br)
Escrito por athenagreece às 13h45
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Procuramos exemplares da Revista

Um dos problemas que os alunos estão encontrando para produzir o trabalho sobre a Revista Goodyear é a falta de exemplares para a pesquisa. Paulo Cezar Júnior e Luiz Bahiense estiveram algumas vezes na Biblioteca Nacional e o máximo que conseguiram foi manusear e fotografar os exemplares da foto. Quase todos danificados e com as páginas coladas.
Escrito por athenagreece às 13h24
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Glória Horta, entrevistada pela Revista - competência e simplicidade em uma pessoa

Por Aline Sá
Foi com muita cordialidade que fui atendida ao telefone por Glória Horta, jornalista formada pela FACHA e poetisa conhecida. Ela, com muita abnegação, enviou este depoimento para que o sucesso do blog “A Revista Goodyear” não seja negligenciado, não se torne somente mais uma publicação. Muito obrigada por todo carinho e atenção dedicados ao nosso blog.
"Parabéns aos universitários que levam adiante este empreendimento."
"Uma pena que uma revista tão rica e interessante tenha saído de circulação. Pra mim, foi um deslumbramento ter uma matéria tão bem construída a respeito do meu trabalho com a poesia. Tive a honra de ser entrevistada por Geraldo Mayrink e fotografada pelo célebre Rogério reis. E o resultado está até hoje, mais de vinte anos depois, exibido com carinho no meu site www.gloriahorta.net
Naquela época, com 30 anos de idade, lançando meu primeiro livro e espantada com o sucesso de meus textos, a matéria de Geraldo fez com que eu me visse com olhos distanciados e refletisse. Os jornais e programas de televisão falavam sobre meus recitais e sobre a peça em cartaz que eu escrevera e protagonizara, porém de uma forma superficial. Ninguém ainda havia olhado com atenção os diversos aspectos da minha vida que eram parte da minha poesia.
Hoje, tantos anos depois, relendo a matéria, compreendo melhor aquele momento maravilhoso da minha vida, quando poesia e estilo de vida se complementavam. E me lembro com perfeita clareza da impressão que o Geraldo Mayrink causou em mim. Um homem inteligente, seguro, objetivo, profissional. Fiquei muito orgulhosa. Nunca antes havia sido entrevistada por alguém assim.
Num momento em que o país pensa sobre a urgente necessidade de se resguardar nossa memória, em que compreendemos que é a memória, tanto individual quanto coletiva, que é a verdadeira guardiã de um saber, proteger do esquecimento a Revista Goodyear é uma tarefa brilhante.
Parabéns aos universitários que levam adiante este empreendimento.
Também fui formada pela Facha. Sou jornalista, fiz mestrado em Antrolopologia da Arte na UFRJ e hoje trabalho no Centro Cultural Justiça Federal. Colei na parede meu aviso prévio em 1984, como ressaltou Geraldo Mayrink, como uma metáfora da vida alternativa que eu abraçava. E valeu a pena. Hoje coordeno o Setor Educativo do CCJF, e mais que os diplomas acadêmicos, meu patrimônio é feito dessa experiência ímpar que foi "viver de poesia" durante alguns anos.
Lembro que Rogério Reis, fotógrafo da cultuadíssima F4, está a todo vapor, produzindo e expondo. E eu continuo escrevendo meus versos.
Obrigada por me fazerem lembrar. E parabéns pelo blog. Um beijo. GH"
Algumas outras referências sobre Glória Horta:
http://www.gloriahorta.net/midia/revgoodyear2_86.jpg
http://www.gloriahorta.net/midia/revgoodyear1.jpg
http://www.gloriahorta.net/midia.htm
Escrito por athenagreece às 17h40
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Escrito por athenagreece às 19h22
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Próxima entrevistada: Izolda Cremonine

A jornalista Izolda Cremonine, que colaborou com a Revista, já foi contatada pela aluna-repórter Mônica Barros. O currículo de Izolda dispensa maiores apresentações. Além de Jornalista, é Publicitária e Relações Públicas formada pela ESPM e Cásper Líbero. É Diretora da C&M Comunicações, que atende clientes como Petrobras, Bic, Gessy Lever e Johnson & Johnson. Foi diretora da Aberje (1993-1995), professora da ESPM, FAAP e FGV, e é mestre em Comunicação e Mercado pela Cásper Líbero.
Escrito por athenagreece às 09h27
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Takeshi Assaoka, o Editor de Arte

Takeshi Assaoka
“Hoje daria para fazer ainda melhor!”
Carlos Brasil
Admirado por muitos que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado, o editor de Arte Takeshi Assaoka foi um dos principais responsáveis por causar inveja a muitos daqueles que liam a Revista Goodyear. Em entrevista por telefone, de São Paulo, onde mora e trabalha, ele relembra com orgulho como foi produzir uma publicação de alta qualidade junto com Célia Cambraia, Geraldo Mayrink e os muitos colaboradores que transformaram a Revista Goodyear no melhor veículo empresarial de todos os tempos. Assaoka foi simpático e gentil durante a conversa, que durou mais de uma hora.
Como você chegou à revista? - Entrei em 1985 bem no início do projeto, a convite de Célia Cambraia, que na época elogiou muito o trabalho que eu fazia na Ícaro. Ela disse que queria fazer algo de diferente, mas que ainda não sabia o que era e ainda estava buscando pessoas para poder concretizar a revista. Foi quando ela chamou também Léo Gilson Ribeiro para ser o editor, que recusou por achar que o projeto não tinha a ver com ele; e indicou Geraldo Mayrink.
Você era também free lancer como os jornalistas e fotógrafos? - Eu era uma espécie de frila fixo. No começo, a equipe era somente nós três (Célia, Geraldo e eu), que éramos o braço da revista.
Como era trabalhar na revista? Você, como editor de Arte, tinha liberdade para expor suas idéias? - Era bastante divertido. Todos ali sabiam e gostavam do que estavam fazendo. Logo no início, nós fazíamos as reuniões em um ateliê que eu tinha. Naquela época, como era difícil ter um telefone nós usávamos o orelhão mais próximo para nos comunicar. Eu ligava e recebia ligações dele. Eu tinha toda a liberdade para fazer os projetos gráficos, pois cada edição que saia da revista era um projeto totalmente novo. Eu sempre buscava correlacionar o a reportagem que iria ser publicada com o gráfico.
Você trabalhou até o fim dela? Porque ela acabou? - Trabalhei sim. A revista durou até 92. Acabou porque a Goodyear não é uma empresa jornalística, é uma fábrica de pneus. No início, não tínhamos verba para tocar o projeto e logo que se passou um ano, nós fizemos um dossiê sobre a Pirelli que era a concorrente e assim conseguimos capital para manter a revista. O departamento pessoal foi quem acabou com a revista. Eles estavam fazendo uma “contensão de despesas” e aproveitaram que a presidência estava mudando e para acabar com a revista. Lamentamos muito. Em 1993, Mayrink e eu chegamos a nos reunir para fazer um projeto similar a da Goodyear mas, infelizmente, não foi para a frente.
Por que a Revista Goodyear era tão respeitada e visada pelos formadores de opinião? - Tinha gente que “roubava” a revista. Nosso trabalho ficou conhecido devido a uma nota que saiu no jornal “Estadão”. Ela tinha uma proposta nova para a época. Foi um projeto ousado, mas que deu certo.
Atualmente há alguma revista semelhante a Goodyear? - Essa pergunta é um pouco difícil. A Goodyear, como disse, era um proposta nova para a época; nós estamos falando dos anos 80. E, de lá para cá, as coisas mudaram muito. Naquela época, o profissional, tinha que ser “o profissional”. Antes, você tinha que saber tirar as medidas para ver como ficaria isso ou aquilo, usávamos o fotolito entre outras coisas já ultrapassadas. Porém hoje, com o auxilio do computador, tudo fica mais fácil. Todo mundo se tornou designer gráfico.
Se a revista retornasse, você aceitaria trabalhar nela novamente? - Hoje daria para fazer ainda melhor!
Escrito por athenagreece às 09h14
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Uma homenagem: Cyril G. P. Walter

A Revista Goodyear talvez não existisse sem a participação de Cyril G. P. Walter, gerente do Departamento de Relações Públicas da empresa, nos anos 80 e 90. Nossa homenagem.
Escrito por athenagreece às 09h10
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PROCURA-SE: Célia Cambraia

Célia Cambraia, junto com Cyril Walter, foi a grande idealizadora da Revista Goodyear. Dizem que ela mora na Europa. Já encontramos até uma homônima no Orkut, mas até agora não conseguimos contato com ela. É a única que falta para concluirmos o nosso trabalho. Onde está Célia Cambraia?
Escrito por athenagreece às 09h07
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A aluna-repórter Aline Sá já entrou em contato com a escritora e jornalista Glória Horta, a qual está para dar um depoimento para o blog. Sua foto, uma matéria publicada sobre sua pessoa na Revista Goodyear em 1986 e seu blog profissional já foram encontrados. Estamos no aguardo.
Escrito por athenagreece às 17h55
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Exemplares da Bibioteca Nacional
Os alunos-repórteres Paulo Cezar Junior e Luiz Bahiense estão em contato com a Biblioteca Nacional tentando conseguir a reprodução de exemplares da Revista. Os poucos exemplares arquivados na Biblioteca estão danificados (as páginas estão coladas). Continuamos aceitando doações de exemplares.
Escrito por athenagreece às 15h48
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NOTÍCIAS SOBRE O BLOG: FERNANDO GABEIRA
A assessoria do jornalista Fernando Gabeira, que foi colaborador da revista, garante que já enviou ao hoje deputado a solicitação para uma entrevista ou depoimento. Vamos aguardar.
Escrito por athenagreece às 15h40
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Apresentação:
Saudações.
Apresentamos o Blog A Revista Goodyear, que divulgará virtualmente o trabalho elaborado pelos alunos da FACHA, Unidade Méier, sobre a publicação Revista da Goodyear, que foi destaque nos anos 80 e 90. Sob a orientação do professor Paulo Cezar Guimarães, de Secretaria Gráfica e Programação Visual, constará de informações, entrevistas com colaboradores e admiradores da revista e capas de algumas edições da revista original.
ALUNOS RESPONSÁVEIS:
Aline Sá (blog)
Andressa Martins
Carlos Brasil
Daniel Garrido
Edna Peres
Ester Machado
Gabriel Guerra
Isabela Esteves
Juliana Calmon
Leonardo Valente
Luiz Cláudio Bahiense
Mônica Barros
Nívia Araújo
Paulo César Junior
Roseane Meyer
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